Para quebrar a minha própria linearidade desenvolvo várias estratégias em paralelo, várias abordagens e linhas narrativas. Com o tripé ou à mão livre, a pé, de carro ou (agora também) de bicicleta, faço variar os ritmos e a escala de observação, bem como os impulsos de captura – mais estruturada, conceptual, exaustiva; ou mais espontânea, fragmentada, muda.
Em qualquer dos casos, uma imagem leva a outra e os elos vão-se revelando.
“O próprio do homem é viver livre numa prisão. Estamos sempre condicionados e até prisioneiros de nós próprios.”
António Lobo Antunes